domingo, 26 de abril de 2009

defumée.

céu azul. as árvores com folhas verdes querendo ficar laranjas. sol frio. vento de outono. dia de graça, estado de graça, graça de estado. o arco-íris depois da tempestade. raios refletidos no vidro. janela aberta e vontade de mergulhar. a sombra se deita cada vez mais. balões caem do céu. o vento bate no rosto. preguiça de domingo. conversas a fora. voo no meio das nuvens. sozinha, acompanhada. brilho rosa no topo dos prédios. fogo. batata. salmão. risadas de qualquer coisa. degradê de lilás e azul. soluço. fome. com licença, vou comer.

dilema do embuste.

quem se importa com todos os falsos ideais?
ieias falsas. sentimentos inexistentes. frases inacabadas.
o desenho não foi pintado. é tudo preto e branco, escala em cinza.
o verão de 78 já foi. e você ainda não pode me ver, nossas ruas foram perdidas e nossos passos apagados. espaços vazios falsamente ocupados. conversas tristes com risadas por trás. o roteiro do teatro devidamente seguido. emoções ensaiadas. no primeiro ato as frases de amor. no segundo o ombro amigo. e no final, as cortinas se fecham ficando sem aplausos.

sábado, 25 de abril de 2009

Reflexo do céu.

viver o hoje. passado passou. se o que passou foi bom, vira lembrança. se não, esquecimento. pode doer o que for, eu sei que no final vai ser tudo melhor. sempre é. e sempre vai ser se depender do céu e das estrelas que brilham nele. cada uma com seu brilho especial, com seu reflexo num rio inteiro. porque pra essas estrelas, uma simples poça não basta. olho pela janela num telescópio tentando arrumar um lugar no infinito. mas só vejo passos pela rua. pra onde eles vão? não sei. espero que pra longe, depois da linha do horizonte. linha que separa sonho da realidade. realidade essa que tenho medo de viver, de ver, de sentir. pudera eu ir pra uma nova versão da terra do nunca, quem sabe terra de pra sempre. sempre, eternamente. onde começa o arco-íris. onde castelos feitos de areia nunca desmoronam e as fadas não perdem a luz. só entra quem é de verdade. máscara, só se for em baile. gelo, só se forem em cubinhos. e lágrimas, só se forem de felicidade.




para um filosofo e um músico muito especias.
step in(on?) the street - telescopes